sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Dor

Antes de te conhecer e apesar de me sentir feliz e realizada não havia razão alguma para eu passar por períodos de tristeza, angústia e ansiedade. Eu não encontrava razões lógicas para me sentir dessa maneira mas o que é certo é que sentia um enorme vazio dentro de mim...
Quando iniciámos uma vida a dois fui constantemente confrontada com algumas situações insólitas. Sempre te assumiste como dominador e sádico. Por te amar tanto não me preocupava com essa tua faceta. Embora sempre receosa no início porque eventualmente seria confrontada com essa situação, mais cedo ou mais tarde, o que é certo, e agora falando apenas de masoquismo, tu descobriste primeiro que eu o meu lado masoquista. Ficava excitada quando falavas de determinados pormenores como me prenderes, vendares, dares algumas palmadas ou até usares velas ou um chicote... Um cenário completamente diferente para o que estava habituada... sexualidade para mim limitava-se apenas a sexo... o meu subconsciente começou então a desejar experimentar tais práticas. Sei que, no início, foste bastante paciente, ainda hoje o és. Deste-me a conhecer sabores diferentes e, acima de tudo, tempo para assimilar e digerir uma panóplia de sensações até então desconhecidas para mim...
O mais complicado foi lidar com a dor... enquanto a minha cabeça descartava essa dor, o meu corpo delirava com ela... hoje eu não a dispenso... sobretudo com alguns acessórios que fizeste de propósito para mim como aquelas luvas com garras que me rasgam as costas e as nádegas... uma mescla de dor e prazer que me provocam calafrios na espinha... e tu, mais que eu, assistes aos movimentos do meu corpo entregue a esse prazer. 
Hoje eu sei o quanto necessito desse teu sadismo para saciar as minhas necessidades masoquistas... Hoje eu sei, quando as sessões são mais espaçadas, determinadas por situações diversas, o quanto eu sofro...  angústia, apatia, tristeza... uma sensação de vazio... sentimentos negativos que já conhecera antes mas que hoje em dia ambos sabemos que a cura está nas tuas mãos... és o meu algoz e ao mesmo tempo o curandeiro... aquele que tem o poder de me exorcizar, libertar os meus demónios sedentos e esfomeados que me consomem com  o tempo...
Talvez estas minhas palavras não façam sentido para muitas pessoas... mas algumas, talvez, se identifiquem com o meu estado de espírito... não sabemos ao certo porque precisamos da dor mas temos consciência que ela nos liberta e transportam para outra galáxia... sofrer nas mãos da pessoa que amamos e em quem confiamos é uma entrega sublime, algo transcendente. 
No final de cada sessão sinto-me em paz comigo mesma, sinto-me amada, idolatrada, desejada, realizada... é aquele momento que os olhos brilham de emoção e adormeço nos teus braços... 

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Surpreendida...

As ordens tinham sido muito claras. À hora da tua chegada deveria esperar-te no quarto. Chaise no centro do quarto, devidamente resguardado. Eu deveria estar de pé, de venda e completamente nua...
Apenas isto, nada mais acrescentaste... Claro que, ao longo do dia, durante os meus afazeres domésticos, pensei muito nos planos que tinhas para mim... para nós... o tempo foi passando, lentamente... mas a ansiedade pela tua chegada ia crescendo... e o nervosismo também. Como não entraste em pormenores como chicote, velas, cordas, escovas... não estava a ser fácil adivinhar o que viria por aí... apesar de saber que todos os nossos acessórios estão sempre à tua mão, quando vagueava pelo quarto, olhava para eles e imaginava quais irias escolher...
À hora combinada já estava nua, olhando para o chaise... somente quando te ouvi abrir a porta da rua coloquei a venda e aguardei... respirando fundo para acalmar a ansiedade apesar de sentir a  minha pulsação bastante acelerada...
Pressenti  a tua presença perto de mim, apesar de não conseguir enxergar nada... o coração bateu mais forte... de braços atrás das costas e pernas ligeiramente afastadas, almejava por um beijo teu, uma palavra... mas o silêncio imperava...
Senti que te afastavas... ouvi o som de água a correr... estavas de certeza a tomar um duche enquanto eu agonizava...
Envolta em pensamentos não dei pela tua chegada... apenas senti o calor do teu corpo nas minhas costas... a tua respiração no meu ouvido... e um calafrio ao passares os teus dedos ao longo da minha espinha... passando pelo rego e roçando a entrada da minha vagina... o meu corpo vibra...
- Já molhada, puta?...
Envergonhada fechei as pernas mas uma valente palmada na nádega fez-me afastá-las de novo...
- Quero-te sempre aberta para mim, entendes?!
Quando ia responder enfiaste os dedos na minha boca... fundo e a seguir em movimentos de vai e vem, tão fortes que me engasguei...
- Saboreia o mel que sai de ti...
De seguida dás-me a mão e encaminhas-me de frente para o chaise...
- Deita-te de joelhos!
Puxaste os meus braços para baixo e prendeste-os com uma corda por baixo do chaise...  Apesar de não sentir muita pressão sabia que não os podia mexer.
Foste buscar outras cordas e fizeste o mesmo às minhas pernas não sem antes as abrires completamente... e à volta da minha cintura...


E assim... completamente encancarada para ti, aguardei em silêncio... a venda nos olhos cria uma certa tensão... os meus sentidos ficam mais despertos... mesmo descalço deu para perceber que te afastavas e mexias em algo... senti o aroma das velas no ar... respirei fundo inalando aquela fragância que antevia prazeres que aprecio bastante...
Os pingos frios que começaram a cair sobre as minhas costas não deixavam mais dúvidas... irias começar com as velas... aos poucos e lentamente as minhas costas foram massajadas com o óleo... a pressão das tuas mãos aumentou e as massagens eram mais intensa, arrancando de mim gemidos de prazer... as tuas mãos passavam agora por entre as minhas nádegas até à vagina... dedos entraram e giraram no meu interior, durante algum tempo para novamente sairem e percorrerem as minhas costas em sentido contrário... o meu corpo queria se movimentar à passagem das tuas mãos mas era impossível devido à restrição a que tinha sido submetida... apenas a minha respiração acelerada e os gemidos se soltavam naquele momento...
Paraste com as massagens e fiquei a aguardar pelas velas.... mas em vez delas senti nas costas a escova de aço... suavemente no início... claro que não me importei nada porque esse prazer eu já conhecia e adorava... a escova continuava a deslizar e eu deliciava-me a cada passagem...
Ao passares nas nádegas paravas e pressionavas com mais força... pequenas picadelas e um ardor de seguida arrancando de mim gemidos roucos de prazer...
Várias batidas surgiram... gritei de dor... o facto de estar limitada de movimentos criou em mim uma tensão enorme... queria fugir com o rabo mas não conseguia e as batidas continuaram... ora numa nádega, ora na outra... aos gritos que soltava juntaram-se as lágrimas...
Quando as batidas pararam já soluçava... só acalmei quando me acariciaste as nádegas e senti o calor das tuas mãos afagando as zonas doridas... respirei bem fundo... e entreguei-me àquele prazer que suavizava as minhas dores...
- Hummmm... vermelhinho como eu gosto!
Fui relaxando enquanto as tuas carícias continuavam... agora com mais óleo sobre as nádegas, as tuas mãos voltaram a vaguear das nádegas para a vagina e vice versa... os gemidos de prazer voltavam também... principalmente enquanto o meu sexo aquecia e clitóris palpitava de desejo...  desejo de sentir a tua boca... desejo de sentir a tua língua húmida e quente enquanto o meu corpo é percorrido por arrepios de prazer... ou ser  penetrada, rasgada pelo teu sexo rígido... subjugada pela tua força... sentir a impetuosidade do teu corpo bater nas minhas nádegas...
Mas... abruptamente sou invadida pela tua mão máscula que penetra as minhas entranhas, sem clemência... gritei de dor enquanto estava a ser arrombada... nunca o tinhas feito dessa forma... não assim toda de uma vez só... o meu grito foi tão desesperante que a tua mão parou dentro de mim...
-Relaxa! Respira fundo e relaxa!
Tentei relaxar mas ainda doía muito...
Então, aos poucos a tua mão rodava devagarinho dentro de mim... e começou e sair para entrar de novo... várias vezes... aquela dor inicial atroz desvaneceu-se para dar lugar a um prazer intenso... assim que ouviste os meus primeiros gemidos aceleraste os movimentos de vai e vem... estava completamente molhada que já sentia escorrer pelas pernas abaixo... sentia o orgasmo cada vez mais próximo se continuasses a foder-me daquela maneira... apesar de estar presa  os meus quadris eram impulsionados para a frente... já não eram gemidos baixinhos mas gritos hurros de prazer que saiam dos meus pulmões... as forças começaram a esvair-se... e um hurro animalesco saiu quando sucumbi àquele orgasmo tão intenso ao mesmo tempo que golfadas molhavam a tua mão e escorriam entre as minhas coxas...
O meu corpo desfaleceu completamente esgotado num êxtase sublime...  

domingo, 21 de agosto de 2016

No restolhar das folhas 3ª parte

- Faz-me vir...  - murmurei baixinho.
Colaste a tua boca na minha num beijo de língua tão longo e apaixonado que me convenceu que irias atender ao meu pedido e acabar como meu suplício...
Como estava enganada...
Depois de um abraço bem apertado afastaste-me de mim...
- Fica aqui!
A tua voz serena não me tranquilizou... que outros planos terias para mim?
Ouvi abrires a porta do carro para a fechares quase de imediato...
Senti a tua respiração no meu pescoço e um calafrio percorreu o meu corpo.
Murmuraste baixinho no meu ouvido.
- Despe-te...
- Como? - Não queria acreditar no que ouvia... despir-me ali?  Sabia que estávamos longe da cidade  pela ausência dos seus sons característicos... Mas onde?
- Ouviste bem. Despe-te já e nem penses em tirar a venda!
A revolta que sentia dentro de mim arrancou-me suspiros profundos e pausados... talvez para controlar a minha raiva e evitar as lágrimas que surgiam...
Com cuidado para não desviar a venda, despi o vestido lentamente... instintivamente agarrei o vestido com as duas mãos e encostei-o ao meu corpo... uma brisa fresca bafejou e arrepiou o meu corpo... junto veio aquele aroma que eu tão bem conhecia... o cheiro do teu after shave  entrou nas minhas narinas. Estavas pertinho de mim... o coração disparou... agarrei o vestido com mais força... mas ele logo me foi arrebatado das mãos com violência...
Fiquei completamente nua no meio da noite... de pernas apertadas e mãos sobre o peito aguardei... Não sabia o que me esperava e o frio estava a incomodar-me...
- Coloca os braços na nuca e afasta as pernas!
Apesar de ter demorado um pouco a atender à tua ordem recebi um elogio teu...
- Cadelinha obediente...
O meu pescoço foi apertado com tal força que ia desfalecendo... as minhas pernas vacilaram e cairia no chão se não me tivesses agarrado pela cintura...
Os teus dedos mergulharam na minha vagina.
- Humm... molhadinha...
De imediato enfias os dedos na minha boca simulando uma penetração... um vai e vem acelerado... por vezes roçando a garganta fazendo-me engasgar...
Agora sinto as tuas mãos nos meus seios... estimulando-os, apertando-os e  acariciando-os suavemente...
Uma palmada forte num deles fez-me encolher e saltar para trás...
-Quieta cadela!
Endireitei-me e começaste a torcer devagarinho os meus mamilos entre os teus dedos... vieram dois puxões fortes a seguir... contorci o corpo com a dor... e logo duas palmadas no rabo me fizeram endireitar de novo... estava muito complicado manter o equilíbrio de salto alto...  sem estar apoiada...
Agarras-me pela cintura e enfias de novo os dedos na vagina... os teus movimentos rápidos e fundos fizeram-me apoiar os  braços no teu peito... nada disseste e acabei por apoiar o meu corpo sobre o teu porque as minhas pernas tremiam cada vez mais... estava completamente molhada porque o sentia escorrer pelas pernas e ouvia aquele som molhado... os meus gemidos eram cada vez mais altos...
- Grita puta! Pede para te fazer vir!!!
Cravei as minhas unhas nos teus ombros... estava quase a atingir o clímax... mais umas investidas tuas e não dava mais para parar... ia finalmente saborear o meu tão almejado momento...
- Ahhhh.... faz-me vir... assim... não pares...
- O que é que tu és?
- Sou tua puta... - balbuciei gemendo de prazer... - Continua... assim... por favor...




sábado, 20 de agosto de 2016

No restolhar das folhas... 2ª Parte

- Um cigarro?
Devo ter emitido algum som inaudível porque voltaste a perguntar...
- Sim. Obrigado... Posso retirar a venda?
- Não!
Endireitei-me no banco e quando me preparava para baixar o vestido...
- Quero-te assim...aberta para mim...
Quando afastava de novo as pernas senti o cigarro perto da minha boca... 
Agarrei-o e encostei a cabeça no assento... de vez em quando encaminhavas a minha mão até ao cinzeiro... 
Foram momentos de silêncio entre nós... sentia no meu rosto a brisa suave da noite que entrava pela  janela do meu lado... provocando-me arrepios deliciosos... continuava quente por dentro e o meu sexo pulsava... não fazia a mínima ideia onde estávamos... lá  fora apenas o cantar dos grilos... 
Ouvi a porta abrir-se e passados alguns instantes estavas a abrir a porta do meu lado...
- Sai!
Deste-me a mão e depois de fechares a porta atrás de mim fui voltada e encostada  ao capô do carro... uma das tuas mãos pressionou as minhas costas... enquanto a outra me afastava as pernas... e de seguida senti os teus dedos entrarem dentro de mim... com a impetuosidade na ponta dos teus dedos foi impossível não soltar gemidos que cortavam o silêncio da noite... entreguei-me completamente às tuas arrebatadoras carícias... esqueci tudo à minha volta... apoiei melhor os braços sobre o carro e empinei o rabo afastando as pernas o mais que pude... estava tão molhada que já escorria entre pernas... as minhas pernas tremiam...
- Não quero que te venhas já!
- Não aguento mais... - murmurei entre gemidos...
Se continuasses a masturbar-me daquela maneira o meu orgasmo viria... estava quase... só mais um pouquinho...
Uma palmada forte nas nádegas trouxe-me à terra... outra palmada e outras se seguiram... não consegui conter as lágrimas e os primeiros soluços surgiram... paraste...
As nádegas ardiam muito... e os seios doíam sobre o capô devido à força que tinhas feito sobre as minhas costas... 
Era tanto o desconforto agora que nem parecia ter estado à beira de um orgasmo momentos antes... Só queria voltar para dentro do carro... o fogo das minhas nádegas contrastava com o frio que sentia...
- Volta-te!
Endireitei-me e apesar do tremor sentido nas pernas voltei-me para ti devagarinho.
Envolveste-me nos teus braços... que sensação deliciosa... a tua mão desceu sobre os meus rins e começou a acariciar-me as nádegas... suspirei... encostei a cabeça no teu peito... já não sentia mais frio... as tuas carícias geravam gemidos meus... a rigidez do teu sexo contra a minha barriga despertou de novo os meus sentidos... 
Aos poucos o meu corpo ganhava vida... as carícias nas nádegas misturadas com alguns apertões já me faziam ferver por dentro... 
- Faz-me vir...  - murmurei baixinho.
Colaste a tua boca na minha num beijo de língua tão longo e apaixonado que me convenceu que irias atender ao meu pedido e acabar como meu suplício...
Como estava enganada...

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

No restolhar das folhas... (continua)

As 23 horas aproximavam-se... Sentada na sala esperava que chegasses a qualquer momento. Olhei de relance para a malinha que estava a meu lado. Não sabia o que estava dentro dela porque foi preparada por ti antes de saíres. Apesar da minha curiosidade resisti à tentação de a abrir... Aquele mistério à volta dela preencheu a minha mente ao longo da tarde mas respeitei a tua ordem.
- Esta mala não é para abrir!
Durante os meus afazeres domésticos passava por ela algumas vezes imaginado o que poderia conter...
A minha roupa também tinha sido escolhida por ti... vestido preto curto, salto alto e sem calcinha... pintada e de coleira posta... aquela que eu aprecio muito pois tem as tuas iniciais...
Os meus pensamentos foram interrompidos pela chegada do carro...
Saí de casa e ao entrar no carro fui agarrada pelos cabelos e recebi um beijo arrebatador que me deixou sem fôlego...
- Tudo bem?
- Sim - respondi baixinho...
Coloquei as mãos sobre o regaço e olhei em frente quando colocaste o carro em andamento...
A noite estava linda. Apesar de não haver lua o céu estava estrelado...
Senti a tua mão apertar com força a minha coxa... e na quietude da noite mergulhei num jogo nocturno de suposições...
Aquele caminho que percorremos levou-nos ao nosso café...
Ao sair do carro ajustei o vestido na tentativa de o tornar mais comprido...
Ao entrarmos no café senti alguns olhares sobre nós... numa comunidade pequena não é muito usual ver uma mulher de coleira... ligeiramente incomodada mas orgulhosa fui encaminhada por ti em direcção a uma mesa... Agora sim estava bastante atrapalhada... sem calcinha qual a forma correcta para me sentar com aquele vestido tão curto? Fiquei estática frente à mesa... Notaste a minha atrapalhação porque vieste em meu auxílio... colocaste-te atrás da cadeira e só assim eu sentei-me...
Juntei as pernas e enquanto puxava o vestido uma vez mais foste buscar os cafés...
Para descontrair puxaste conversa sobre as nossas tardes, enquanto bebíamos o café e fumávamos um cigarro. Foi uma conversa banal... aparentemente  estava calma mas um tremor ou outro nas minhas mãos denunciavam o meu nervosismo fazendo-te sorrir...
- Vamos?
- Sim - Apesar da firmeza na voz estava a fervilhar por dentro...
Sentada já no carro ouvi a porta de trás abrir e apercebi-me que estavas a tirar algo da misteriosa mala... Quando te sentaste à frente colocaste a venda no meu colo...
- Coloca a venda!

Arrancaste com o carro e enquanto colocava a venda pensamentos inquietantes passaram em tropel pelo meu espírito...
Levo uma palmada forte na parte interior da coxa...
- Afasta as pernas e masturba-te!!!
Apesar do receio de ser vista por alguém não me fiz de rogada e acatei de imediato tão deliciosa ordem.
Calmamente recostei-me no assento deslizando um pouco o corpo para baixo...
- Começa puta!
Devagar abri as pernas o mais que pude ficando o meu sexo completamente exposto... Com uma mão coloquei o clitóris a descoberto. Apesar da humidade existente entre pernas, fiz questão de levar os dedos da outra mão à minha boca...  fiz alguns movimentos de vai e vem... imaginando o teu sexo...
Eu sei o quanto adoras esta imagem... mesmo privada da visão adivinhava o teu olhar sobre mim... A excitação cresceu... deslizei os dedos molhados e introduzi-os dentro de mim... uma sensação óptima tactear a quentura do meu interior...
Enquanto friccionava o clitóris imaginava a tua língua... me lambendo... sugando, mordiscando, provando...
Impulsionei o corpo mais para a frente para sentir melhor a pressão dos dedos dentro mim, sem de estimular e esfregar o clitóris...
- Fode-te puta!
Gemia de prazer a cada esfregadela... tirei os dedos da vagina e escancarei ainda mais o clitóris para melhor fricção... acelerei os movimentos... gemendo... Espasmos vaginais e aquele delicioso calor entre pernas eram prenúncio de um orgasmo... não hesitei e fui em busca dele...
-Pára!!!
Levei uma forte palmada no meu sexo... doeu bastante... a excitação e a vontade de me fazer vir aumentou... retomei os movimentos...
-Pára já!!!
Desta vez foram duas palmadas mais fortes... parei... respirei fundo para acalmar aquele fervor...
Só então me apercebi que o carro estava parado...
- Um cigarro?
Devo ter emitido algum som inaudível porque voltaste a perguntar...
- Sim. Obrigado... Posso retirar a venda?
- Não!




domingo, 14 de agosto de 2016

Certo e errado

O facto de fazeres parte da minha vida veio trazer a ela nuances que desconhecia ou, talvez, no meu subconsciente, algo estaria adormecido.
Antes de te conhecer era feliz... pelo menos eu assim o entendia... mas se tudo estava bem porquê momentos de ansiedade e de uma tristeza profunda? Era difícil superar esta ansiedade se desconhecia a sua fonte. A minha educação sempre foi regida pelo socialmente correcto. Tudo o que saísse desse padrão era condenável e possível ameaça à minha integridade física e moral. Daí, talvez, ter desencadeado em mim, comportamentos defensivos. Como se, a dada altura, acendesse uma luzinha vermelha, alertando-me que estava prestes a enfrentar algum perigo.
Claro que este comportamento defensivo e calculista sempre me ajudou a enfrentar e a superar situações do meu dia a dia... A adrenalina de um desafio mexe com as minhas hormonas...Mas não eram essas situações quotidianas que eu receava... a parte sentimental é que sempre  me apavorou... os sentimentos sempre atrapalhavam... as emoções atrapalhavam... para quem sai de um relacionamento negativo é normal não querer  que a paixão nos cegue de novo...  Eu pelo menos, não queria mais sofrer por amor... sofrer pela ausência... ficar carente...  Acho que aprendi a refrear os meus sentimentos... Nunca me poderia dar ou entregar a alguém a 100%... E durante alguns anos fui feliz à minha maneira... Era dona de mim e do meu destino... As decisões sobre a minha vida eram minhas... Não devia satisfações a ninguém...
Então porque continuavam a existir momentos de ansiedade?... Momentos esses em que me afastava das pessoas e me refugiava no aconchego do meu lar... Aqueles momentos eram só meus... por qualquer razão eram momentos que eu considerava de fraqueza  e precisava combater. Tinha que continuar a ser aquela mulher forte e confiante que todos conheciam...
Depois... Ahhhh... depois surgiste tu no meu caminho... Um desafio constante à minha racionalidade e capacidade de argumentação... E,de repente, dei por mim completamente e perdidamente  apaixonada... o meu mundo... o mundo que eu havia construído ao longo da minha vida ficou de  pernas para o ar...
As minhas certezas foram abaladas... A razão sempre em conflito com o coração... as emoções cada vez mais difíceis de controlar... os desejos cada vez mais prementes... a felicidade e alegria quando estávamos juntos andavam de mão dada com a eterna saudade segregada pela tua ausência...
Ainda recordo, não com saudade mas com emoção, os meses de namoro que antecederam à nossa união.
Hoje eu sei que a tristeza e ansiedades do passado têm um nome.... nunca ter dado voz a desejos sufocados porque me eram "proibidos"...
Aos poucos foste extraíndo a minha vontade de servir... o meu prazer em servir-te... foste ao encontro dos meus desejos que, por serem incomuns, durante anos permaneceram adormecidos...
No passado era criticada por ter as minhas unhas marcadas nas costas porque sentia prazer em  coçar-me dessa forma... Hoje eu deliro quando sou "coçada" por ti com uma escova de aço...
Hoje eu sei que não gosto nem nunca apreciei sexo tradicional... sexo tem que ser intenso e animal...
Não existe o certo e o errado...
O que existe entre nós é uma paixão avassaladora, um mar de sensações transcendentes... uma vontade louca por sexo... e sobretudo uma felicidade enorme por me amares como eu sou... por me amares da forma que enaltece a minha essência saciando as minhas necessidades...
Amo-te!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Rapidinha


Por motivos vários, na véspera estava ligeiramente "aborrecida" contigo... nada que um diálogo a dois não resolva. Só que esse diálogo adiei para a manhã de segunda-feira. Mas antes, de madrugada, senti o teu corpo encostado ao meu... o teu sexo rígido deambulava à entrada da minha vagina... Claro que, a qualquer momento,estou sempre pronta para te receber... e sem mais demoras entras em mim... agarrei-me à almofada e deixei-me embalar pelas tuas investidas... cada vez mais intensas... 
Mas o facto de estar "aborrecida" fez com que apenas, em silêncio, te servisse naquela hora. Era contraditório  para  mim estar "aborrecida" e ao mesmo tempo ceder àquele prazer que me levaria a um orgasmo se não me controlasse... Estava bastante lubrificada quando o teu orgasmo chegou... Adoro estar sempre pronta e disponível para ti... o facto do meu orgasmo não acontecer não me tirou todo o prazer que senti durante a penetração assim como o prazer de te servir... voltámos a adormecer... encostados... 
Toda eu era desejo... no meu pensamento almejava que a manhã chegasse depressa para podermos  falar sobre o que se tinha passado na véspera... e aí... Ahhh... aí iria reivindicar o meu orgasmo!
Quando a manhã chegou e junto veio um longo beijo apaixonado atrevi-me a reclamar pelo meu orgasmo...
De imediato me viras de costas, agarras-me pelos cabelos e arrastas-me até ao sofá da sala... Reparei que a janela já estava aberta e o receio de  ser  surpreendida ou ouvida provocou alguma ansiedade em mim... Ainda tentei chamar-te a atenção para isso mas já tinha sido atirada  sobre o sofá... vestido levantado ( habitualmente não uso cueca) e penetrada de rompante... Esqueci a janela... a tensão e o desejo toldaram-me a razão... gemia e gritava a cada estocada tua... apoiei as mãos sobre o sofá,  dobrei um pouco os joelhos e empinei as nádegas para melhor te receber... A fêmea que se agacha para receber o seu macho... Naquele momento não existe romantismo pois os instintos animais falam mais alto e tudo é selvagem...  tomas posse do que é teu por direito... para prazer meu...  
O meu orgasmo chegou... rápido mas brutal... extenuante... com as pernas trémulas sentei-me... sentaste-te a meu lado...ambos ofegantes ainda... sorrimos... felicidade plena...
Uma rapidinha não é romântica mas é divertida e com sabor a aventura...
Os estímulos eróticos estão na própria adrenalina da rapidez daquele momento, o risco de sermos surpreendidos aumenta a tensão e a excitação, dispensando quaisquer preliminares...
Adoro ser surpreendida assim por ti... 


quinta-feira, 12 de maio de 2016

"La petit mort"



Quando me fazes sexo oral e, por diversas vezes, me levas quase ao orgasmo... é fenomenal... um turbilhão de sensações e emoções  que não consigo descrever através das palavras... tremores percorrem cada centímetro do meu corpo... e quando o orgasmo se  aproxima, a minha parte racional fica simplesmente desconectada... não tem mais volta.... perco o controlo do meu corpo... espasmos surgem... meu desejo é que não pares... o meu corpo começa a falar de dentro para fora... o coração bate intensamente... os meus quadris fazem um movimento de vai e vem ao encontro da tua língua...  as pernas tremem... não consigo evitar... por vezes  aperto a tua cabeça entre elas para relaxar um pouco pois um formigueiro se apodera delas... ao mesmo tempo que o clitóris recebe de todas as partes do corpo, feixes de energia, ele emana de volta ondas de prazer que provocam em mim um estado de inebriamento... sinto o clitóris a latejar e o coração a querer saltar do peito... o meu corpo se contorce com tanta tensão... até que o tal momento acontece... a tal implosão de que tanto falo pois toda a energia até ali retida numa zona transforma-se num tsunami de prazer... sei que os meus quadris se elevam e as pernas sofrem vários espasmos como se estivessem a ser submetidas a choques eléctricos... sentes-me fugir das tuas mãos... 

Lentamente o corpo vai acalmando... entro por breves segundos num estado de inconsciência... letargia... sei lá... depois "acordo" como que dum sono profundo, exausta mas com um sorriso nos lábios...

sábado, 30 de janeiro de 2016

De manhã...


Apesar de teres estado no turno da noite chegaste a casa com um brilho nos olhos...
Após um bom duche quente, a dois... Estávamos prontos para sair...
Hoje ias passear comigo... Um pequeno almoço em Azeitão... e um passeio pelo Cabo Espichel... vieram despertar lembranças nossas de tempos idos... tempos de namoro e muitas aventuras... Pena o vento estar frio porque a manhã estava linda, mas... em pleno inverno não poderíamos esperar outra coisa...
Após revermos a Ermida da Memória e a tão inusitada ravina, depressa voltámos para o aconchego do carro... a próxima paragem seria numa Sex Shop em Azeitão...
Pelo caminho resolvi colocar a mão sobre as tuas calças... apertei com força e senti o teu sexo já rijo por debaixo... uns apertões de vez em quando faziam maravilhas... e os teus apertões na minha perna vieram aquecer ainda mais o clima entre nós... claro que as tuas calças atrapalhavam um pouco... aliás, atrapalhavam bastante mas continuava divertida... sobretudo quando fazias curvas para a esquerda e eu agarrava o teu sexo o mais que podia...
Ainda a conduzir começas a desapertar as calças... agora sim... tinha ali o teu sexo à minha mão... quente e pulsante... Claro que ficava um pouco atrapalhada quando passávamos pelo centro das vilas ou quando surgia uma passadeira à frente... aí tentava tapá-lo com a mão mas tu impulsionavas o corpo para a frente e não havia mão que chegasse... ríamos muito... tu, eu sei que estavas divertidíssimo com a situação... eu... acho que era também um pouco de tensão à mistura... só a ideia de parares para dar passagem a alguém, deixava-me nervosa...
Por fim resolveste colocar o teu sexo para dentro devido ao meu acanhamento... mas gostei muito... adorei aqueles momentos...



Uma vez chegados à Sex Shop, dedicámos a nossa atenção a alguns artigos... escolhemos duas lingeries lindas e, enquanto eu fiquei a olhar para mais algumas... deambulavas por outros corredores... infelizmente não havia o que tinhas em mente...
Hoje em dia já me sinto mais à vontade numa loja deste género... Só eu sei o quanto me senti envergonhada e apreensiva quando me levaste a uma pela primeira vez...
Resolveste parar numa outra a caminho de casa...
Esta já era nossa conhecida... conversámos sobre alguns artigos que despertaram a nossa atenção e ao mesmo tempo esclarecias algumas dúvidas minhas... Escolheste dois vibradores simples, um vaginal e outro anal, enriquecendo e aumentando assim a nossa panóplia de brinquedos...
Por fim fomos à secção de chicotes... e após a verificação do material escolhemos um que ainda não tínhamos... Estava ansiosa por experimentá-lo, ou melhor... desejosa que o experimentasses em mim... de o sentir na minha pele...

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A tua massagem

Muitas vezes as massagens fazem parte da nossa intimidade... são momentos de relaxe... Claro que eu adoro massajar-te... é um prazer sublime... mas hoje não vou escrever sobre as minhas massagens... hoje quero escrever sobre uma muito especial que fizeste em mim... Não foi a primeira vez mas esta foi particularmente motivadora... energética... excitante por demais... Nem sei que nome terá esta tua tão especial massagem... sinceramente também não é importante...




Deitada de costas para cima, nua... cabeça de lado, braços ao longo do corpo, aguardei... 
Senti as tuas mãos embebidas em óleo nas minhas costas... deslizavam desde o pescoço até ao fundo das costas... pelas laterais... pressionando e aliviando devagarinho...
Apoiaste os braços à frente da minha cabeça e deslizaste o teu corpo sobre o meu... ou melhor... o teu pénis sobre as minhas costas... essa parte do teu corpo que eu venero como se fosse um deus... sentia a sua dureza... em zig zag... percorrendo a minha pele... pressionando  os meus músculos... a cada investida mais intensa... sobretudo  de baixo para cima... desde o fundo das minhas nádegas... também os meus gemidos eram mais audíveis... como se  estivesses a penetrar-me... Ahhh... como desejava  naquele momento  ser invadida à força quando sentia o teu pénis nas minhas nádegas... bem perto da minha vagina... mas essa força que eu queria tanto dentro de mim... deslizava costas acima... deixando o meu corpo em chamas.... provocando arrepios pela espinha... e voltava a descer... me torturando de prazer... arrancando gemidos e gritos à sua passagem... e o meu sexo palpitava... cada vez mais húmido...
Torturada pela pujança daquele deus, alucinada e rendida às suas investidas cada vez mais fortes e céleres... me obrigando a navegar num mar de emoções... me jogando no abismo que antecede um orgasmo... puro êxtase... e eu só pedia... Assim... não páres!
Depois desta tempestade de sensações veio a calmia... não sei ainda explicar o que realmente aconteceu comigo com esta tua massagem... foi como tivesse ultrapassado o prazer físico que sentia até uma dimensão inimaginável... Algo que me deixou sorridente... lembro que até ri um pouco com esta insólita situação... pois creio ter atingido um patamar de prazer incrivelmente diferente de um simples orgasmo...



terça-feira, 3 de novembro de 2015

Dias Surreais ( Parte IV )

Devagarinho levas-me para a cama... é tudo o que eu mais desejo naquele momento... sentir-me abraçada... e o teu abraço forte, aos poucos... acalma o meu corpo e traz-me a paz que só encontro no teu colo...
Baixinho falaste:
- Vamos fazer uma pausa...


Após uns aperitivos, café e um cigarro, peço-te as "minhas cordas"...
- Tens a certeza?
- Não...  - respondi.  Mas gostaria de tentar...
Preparaste as minhas cordas... dirigi-me até elas... encostada à parede, de costas para ti e pernas ligeiramente afastadas... aguardei...
As primeiras chicotadas surgiram... nas nádegas e costas... levemente... apenas para aquecer... 
Tudo bem até aqui... mas assim que as chicotadas começaram a ser mais fortes... gemia de dor e as pernas cediam... voltava a erguer-me,  agarrando-me firmemente às cordas... mais uma série de chicotadas fortes e as pernas voltaram a ceder...
Não foi preciso pedir-te para parar... voltei-me para ti e um longo beijo de língua aliviou a tensão daquele momento...
Olhei para as velas de aromas... olhei para ti e perguntei:
- Queres experimentar as velas que comprámos?
Em silêncio pegaste uma... como nunca tínhamos experimentado aquelas, estiquei o meu braço para testar a sua temperatura... Apagaste a vela e caíram os primeiros pingos... sorri para ti... e de novo voltei-me de costas e agarrei-me às cordas...

Senti a tua mão a acariciar-me... um pingo primeiro... outro e mais outro...
Respirei fundo.... Sinto então já a cera escorrendo pelas costas... Nunca pensei que aquelas velas conseguissem me proporcionar tanto prazer... a cera descia... deslizando... aquecendo a pele no seu caminho... e em sentido oposto o meu corpo era percorrido por deliciosos arrepios... os meus gemidos de prazer fizeram-te continuar... e a cera já deslizava em várias zonas das minhas costas... e quando chegava às minhas nádegas... puro êxtase...
Enquanto foste buscar a outra vela virei-me de frente... quis oferecer-te os seios... uma zona sempre muito desconfortável para mim... mas eu queria tanto que experimentasses ali também... e as maravilhosas sensações continuaram... nos mamilos erectos... escorrendo pelo peito e barriga... gemidos e arrepios... um misto de dor e muito prazer...
A minha humidade escorria pelo interior das coxas...
- Vem!
Acompanhaste-me até ao chaise... e deitaste-me de costas sobre ele. Baixaste o colchão da cama e sentaste-te... com as velas do teu lado... puxaste o chaise para ti, colocaste os meus pés sobre a cama... afastaste as minhas coxas e eu fiquei ali... completamente aberta e exposta para ti...
Senti o calor da cera sobre o meu sexo... fechei os olhos para me deliciar com aquele calorzinho tão bom... escorrendo pelo clitóris... contorcia-me com aquele prazer... aos poucos o meu sexo ficou coberto de cera... E como ela não esfriava logo... o prazer era prolongado...
A tua mão quente pressionou a camada de cera... que sensação fantástica... se estava quente por fora... queimava por dentro... 
Pegaste no stick e começaste a dar pancadinhas leves... e eu abria mais as pernas para as receber...
Alternavas umas mais fortes... a cera era arrancada... juntaste outro stick e durante algum tempo brincaste com o meu sexo... 
Quando dei por mim já tinha as pernas levantadas e o teu sexo entrando fundo...  movimentando-o lentamente... depois acelerando o vai e vem... o meu corpo era projectado para trás com a impetuosidade dos teus movimentos... Eu já gritava... as minhas unhas fincaram-se no teu peito... o meu orgasmo não demorou muito... acompanhado de tremores... calores... gritos... e um alívio enorme chegou... o coração parecia querer saltar do peito... as minhas pernas estavam trémulas...
Debruçaste-te sobre mim... peito com peito... boca com boca... língua com língua...
Nem me lembro como me levantei... sei que a seguir fui jogada sobre a cama... e fiquei de quatro... e já me estocavas com força... finquei as mãos sobre a cama e empinei as nádegas para te receber melhor... agarraste-me pelo cabelo... puxaste a minha cabeça para trás e cavalgaste sobre mim... 
Cada estocada tua arrancava gritos e gemidos de mim... impossível não chegar a um novo orgasmo daquela forma... a enfiares com aquela força, a bateres-me no rosto... eu perco  a noção de tudo... apenas te sinto dentro de mim... tudo o que fazes em mim... e eu completamente entregue... não existe sensação melhor que estar entregue a ti... subjugada e cavalgada com tamanha loucura...
Os nossos orgasmos chegaram em simultâneo...e as minhas pernas acabaram por ceder... deitaste-te e puxaste-me para ti... e assim ficámos, em silêncio... até os nossos corpos acalmaram...




domingo, 1 de novembro de 2015

Dias Surreais ( Parte III )

Preciso que páres... sinto o meu orgasmo muito perto... preciso parar... sair de cima de ti... Assim pensei, assim fiz... saltei de cima de ti e dirijo-me a um dos postes da nossa cama... agarro-me a ela e começo a balançar o meu corpo... convidando-te para esta dança...



De imediato te colocas atrás de mim... agarras-te também ao poste e o meu corpo é empurrado contra ele... faço força e empurro-te com as minhas nádegas... baixo-me e vou esfregando-as de baixo para cima no teu corpo... sinto o teu sexo rijo... isso me agrada muito... surgem as primeiras palmadas... leves... puxas-me pelo pescoço e sinto a tua boca no meu pescoço... sinto a tua respiração acelerada... afasto a minha cabeça e sou de novo prensada contra o poste... afasto as pernas e agacho os quadris... sou penetrada dessa forma... à força... várias estocadas que me alucinam... sei que se continuasses o meu orgasmo chegaria... mas tu afastas-te... sais de dentro de mim... Não sei o que pretendes... não virei a cabeça para saber... continuei no poste, arfante... expectante...
O teu chicote faz contacto com as minhas nádegas... estremeço e grito a cada chicotada... vais alternando entre as nádegas e as minhas costas... perco as forças nas minhas mãos e as pernas cedem um pouco... O meu corpo está dorido...
Começo a pensar que não vou conseguir aguentar mais tempo... quero o meu masoquismo... preciso dele...Há alturas em que  a minha relação com a dor  é maravilhosa... O teu sadismo alimenta e sacia o meu masoquismo...   ambos partilhamos as nossas afinidades... mas neste momento a dor que sinto não me é prazerosa...
O chicote parou... respiro fundo...

Sou encaminhada até ao chaise longue... de joelhos no chão e peito assente sobre ele, as minhas nádegas são de novo fustigadas... não consigo controlar as emoções... fico exasperada com a dor... impossível conter o choro...
De novo sou assaltada por pensamentos negativos... estava tudo perfeito até agora... mais uma vez sou atraiçoada por mim mesma... Detesto que isto aconteça... porque razão não sou constante?... Se tenho plena consciência que sou masoquista ( e demorou tanto tempo até eu assumir essa nova faceta minha ), porque razão não sinto a dor sempre da mesma forma... São momentos de perfeita harmonia e outros,  momentos de pura tortura...  Não é nada bom eu estar a pensar enquanto me chicoteias... Puxa... quero aqueles momentos em que a dor me leva para outra dimensão...  o meu corpo dança ao sabor e ao ritmo das tuas chicotadas...   extrais de mim sons  de prazeres sublimes... onde desafio o teu sadismo com um sorriso...




Quebrei... não consigo conter os soluços... abandono o corpo...
À minha volta o silêncio impera...
As chicotadas pararam...
Devagarinho levas-me para a cama... é tudo o que eu mais desejo naquele momento... sentir-me abraçada... e o teu abraço forte, aos poucos... acalma o meu corpo e traz-me a paz que só encontro no teu colo...
Baixinho falaste:
- Vamos fazer uma pausa...